Morei por dois anos no Japão e, durante esse período, aprendi muitas coisas sobre a administração pública japonesa, coisas eficientes que eu gostaria de importar para o nosso País.
Uma dessas coisas que me chamaram muita atenção foi a organização da polícia japonesa, que é uma polícia modelo para o mundo todo.
Uma das grandes problemáticas enfrentadas pela segurança brasileira é a imensa e intricada burocracia que ela enfrenta. O que ocorre no nosso País é que nós temos uma polícia muito fragmentada multifacetada, cheia de cabeças e nenhum comando, como uma Hidra desgovernada. Só pra citar o básico, nós temos a Polícia Federal, A Polícia Civil e a Polícia militar. Uma não respeita a outra, uma não colabora com a outra, uma quer ser superior a outra e, nesse ínterim, quem paga é a segurança dos nossos cidadãos. Como diria o Raulzito, "o problema é que tem muita estrela pra pouca constelação".
Não acho esse modelo eficiente. Se o fosse, não estaríamos assim como estamos. O que eu proponho, então, é uma unificação e total reorganização da polícia. Se tivermos uma polícia única, que exerça as mesmas funções que as outras polícias citadas acima, teremos uma organização muito mais eficiente e rápida, regida por uma cabeça e um objetivo único. Isso significa uma desburocratização da segurança pública. Isso significa "desentrevar" as articulações tão frágeis dos nossos tão fraturados ossos.
Outro ponto chave que pretendo trabalhar na segurança pública é a segurança preventiva. Há anos o Brasil vem tentando agir com base em uma polícia repressora. Tragicamente, não tem dado certo. E enquanto persistimos nessa teimosia, mais e mais vidas se perdem, tanto do lado de cá quanto do lado de lá do crime, tanto as dos que morrem quanto as dos que vivem. Já é hora de experimentar algo mais efetivo, e esse algo é a segurança preventiva. Trata-se de prevenir o crime.
Isso pode ser feito de imediato e a longo prazo. Nossa polícia, e toda a nossa mentalidade policial, está voltada para a intervenção de crimes que estão acontecendo ou que já aconteceram. Mas isso não adianta! O fato de os criminosos serem punidos depois de cometerem o crime impede que eles cometam novos crimes (nem sempre), mas não impede que o crime não aconteça. Não seria mais proveitoso trabalhar com um sistema de policiamento presente e de vigilância constante que identifique o crime antes mesmo de acontecer? Claro que seria!
Mas, mesmo tendo uma polícia reorganizada e os crimes sendo prevenidos antes de acontecerem (o que por si só já seria um sonho), ainda não teríamos impedido o crime de ser pensado, considerado e tentado. Aí é que entram as propostas de longo prazo. O que temos que fazer é um programa de reeducação e recivilização da nossa sociedade, tendo o foco, claro, na nova geração. Isso é um projeto educacional complexo e que vai muito além da mera terapia ocupacional. É um programa de formação continuada e extensa que acompanhe o jovem por toda a sua criação. É preciso refabricar a sociedade e extirpar o crime do subconsciente coletivo.
Claro, isso é um projeto complexo, delicado e ambicioso, mas pretendo lutar até o último dia de minha vida política, e quiçá depois do fim dessa, pelo cumprimento deste objetivo, que é de interesse de toda a Nação, de nossos filhos e de nós mesmos!

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