quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fiscalização das Ações dos Governos nos três Poderes

               Para solucionar os problemas propostos no tópico anterior, Ética na Política, uma série de soluções se tornam cabíveis.
         Não adianta fazer leis. Leis já existem. Embora não devessem existir... porque a ética é  um pressuposto básico para o exercício da política. Mas como o ser humano é um bicho complicado, aí estão elas, e mesmo com elas, aqui estamos nós. O que adiantaria então, no patamar em que nos encontramos, seria criar mecanismos eficientes que garantam que as leis sejam cumpridas, e o pressuposto básico da política - essa tal de ética - seja enfim respeitado.
          Um desses mecanismo é a chamada transparência política, que não é praticada pela maioria dos nossos representantes. O político, e o homem público, de forma geral, não tem que ter vida particular, não! isso é uma ilusão, um engodo! Todos os passos desse cidadão devem ser vigiados pela população. Todos os atos, todos os acordos, todos os gastos e orçamentos, todo o patrimônio, enfim, tudo deve ser claro para a população. Afinal, é nas mãos desse meliante que está a nossa vida. E deve ser obrigação do político e dos orgão públicos facilitar o acesso da população à tais informações.
          Mas a mera existência desses mecanismos ainda não é suficiente. Não! Porque, teoricamente, a maioria das coisas que os políticos fazem é registrada oficialmente. O que acontece é que nossa população não está preparada, por assim dizer, intelectualmente, para fiscalizar e interpretar adequadamente os documentos expedidos pelo nosso serviço público. Isso é um grave empecilho para a a prática da fiscalização e acompanhamento, posto que, em geral, a população não entende muito bem o que lê e nem conhece os veículos onde pode encontrar essa informação, atravancada e cheia de jargões profissionais complicados. Isso facilita para o corrupto, que se vale da ignorância do povo e da complacência dos colegas para corromper sem ser notado.
          A poposta para isso é um curso de formação política sério e aprofundado, que ensine o eleitor a compreender toda a estrutura política e todos os viés desse mundo, para que possa cobrar, acompanhar a fiscalizar com propriedade. Além disso, e necessário plantar membros da sociedade Civil dentro da câmara para fiscalizar essas ações de perto, através de um conselho de ética popular e participante.
             Afinal, o político não deve fazer na vida pública aquilo que faz na privada!

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