Para solucionar os problemas propostos no tópico anterior, Ética na Política, uma série de soluções se tornam cabíveis. Não adianta fazer leis. Leis já existem. Embora não devessem existir... porque a ética é um pressuposto básico para o exercício da política. Mas como o ser humano é um bicho complicado, aí estão elas, e mesmo com elas, aqui estamos nós. O que adiantaria então, no patamar em que nos encontramos, seria criar mecanismos eficientes que garantam que as leis sejam cumpridas, e o pressuposto básico da política - essa tal de ética - seja enfim respeitado.
Um desses mecanismo é a chamada transparência política, que não é praticada pela maioria dos nossos representantes. O político, e o homem público, de forma geral, não tem que ter vida particular, não! isso é uma ilusão, um engodo! Todos os passos desse cidadão devem ser vigiados pela população. Todos os atos, todos os acordos, todos os gastos e orçamentos, todo o patrimônio, enfim, tudo deve ser claro para a população. Afinal, é nas mãos desse meliante que está a nossa vida. E deve ser obrigação do político e dos orgão públicos facilitar o acesso da população à tais informações.
Mas a mera existência desses mecanismos ainda não é suficiente. Não! Porque, teoricamente, a maioria das coisas que os políticos fazem é registrada oficialmente. O que acontece é que nossa população não está preparada, por assim dizer, intelectualmente, para fiscalizar e interpretar adequadamente os documentos expedidos pelo nosso serviço público. Isso é um grave empecilho para a a prática da fiscalização e acompanhamento, posto que, em geral, a população não entende muito bem o que lê e nem conhece os veículos onde pode encontrar essa informação, atravancada e cheia de jargões profissionais complicados. Isso facilita para o corrupto, que se vale da ignorância do povo e da complacência dos colegas para corromper sem ser notado.
A poposta para isso é um curso de formação política sério e aprofundado, que ensine o eleitor a compreender toda a estrutura política e todos os viés desse mundo, para que possa cobrar, acompanhar a fiscalizar com propriedade. Além disso, e necessário plantar membros da sociedade Civil dentro da câmara para fiscalizar essas ações de perto, através de um conselho de ética popular e participante.
Afinal, o político não deve fazer na vida pública aquilo que faz na privada!
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